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lgmtcnht_portasdoceuDEUS ENVIOU-ME UMA MMS. Enquanto desenhava esta igreja pensei em como há uns anos atrás (não muitos!), as torres das igrejas serviam as populações duma forma parecida àquela como os telemóveis o fazem hoje. E eram um aparelho cheio de Apps como de repente me apercebi: eram elas que davam as horas certas com os seus relógios enormes, muitas vezes um em cada uma das quatro faces, e reforçavam a exactidão com toques de sino às horas certas, às meias horas e aos quartos de hora. Eram também elas que indicavam de que lado soprava o vento e, consequentemente, como seria o dia seguinte meteorologicamente falando. A torre sineira funcionava também como um serviço de mensagens rápidas: um certo toque anunciava que havia fogo ou outra emergência semelhante, outro toque chamava para se rezarem as Avé-Marias ao fim do dia, outro informava que estava para sair um funeral – indo ao pormenor de dizer se o defunto era homem ou mulher!. Eram elas também, claro, que tocavam a reunir para a Missa, local onde não se recarregava apenas a fé mas também se actualizava o feed de notícias,  com as últimas novidades da comunidade – uma autêntica rede social.

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PRAIA DO SALGADO. Fui dos primeiros a chegar, meia hora antes das 9 da manhã. A praia estava deserta, com o fresco da manhã à flor da areia. Jamais esquecerei aquela chegada: depois de quilómetros no meio de hortas verdes e árvores de frutos, uma subida íngreme levou-me ao cimo dum monte suave – uma elevação que bordeja a costa, como a bainha duma saia. Chegado lá acima, o mar inteiro entrou-me pelos olhos. Sereno, muito escuro e silencioso. E eu pensei “é bonito o meu país”. ::: (Esta cabana é este rectângulozinho laranja na praia, próximo do estacionamento)

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O QUE QUERES SER QUANDO FORES GRANDE? As pessoas que mais me fascinam neste Mundo são, invariavelmente, crianças. Dentro do período designado como “a infância”, a idade que mais me encanta e a que mais saudades me deixou é aquela que guarda em si o momento mágico e irrepetível onde já temos cá dentro os sonhos todos mas não temos ainda a noção. Nem um bocadinho dela.

Este cocktail mágico acontece por volta dos 5 – 6 anos e acaba, mais cedo ou mais tarde, com uma desilusão qualquer ou, pior ainda, com uma série delas. É a idade épica dos exploradores, onde todos os meninos são cientistas em potência – astronautas, se possível! – com a curiosidade nos píncaros e uma inesgotável vontade de aprender.

Eu, por exemplo, queria ser Jogador de Futebol e Bombeiro e Arquitecto. Assim mesmo: as três coisas ao mesmo tempo. Porque naquela idade isso é normal. Porque naquela idade tudo é possível: se eu gosto e quero, porque não hei-de poder?

O momento em que deixamos de ser crianças inocentes depende de uma quantidade de factores, quase todos externos, quase todos lamentáveis. Cabe a cada um resistir o melhor que possa. Já que se foi a inocência, que fique a criancice!

E vocês, lembram-se do que queriam ser quando fossem grandes? Desafio-vos a revelarem-no.

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LgmtCnht_€?Conversa escutada ontem numa Instituição Bancária. Tem sido aliás, sempre a mesma conversa nas últimas semanas. Com desconhecidos ou conhecidos, amigos recentes ou de longa data. Sempre a mesma conversa. A mesma aflição.

 

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Já não se fazem carecas como antigamente. O que é feito daquele cortinadinho comprido dum só lado, penteado para o oposto e encortiçado com brilhantina? Se o bigode já voltou a estar in, para quando o regresso da tampinha?

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QUESTÕES QUE ME ATORMENTAM. Terão os Pombos penas impermeabilizadas, como os Patos?

a) Se sim, porque vemos de vez em quando Pombos que parecem um Scotch Brite velho de tão ensopados que estão?

b) Se não, porque é que ainda esta manhã vi um bando de Pombos a cruzar os céus executando magníficas figuras acrobáticas à chuva?