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CANELA. Sempre que posso, lancho nos Pastéis de Belém. Para além dos motivos óbvios que fazem qualquer um gostar de ali lanchar, gosto de observar os turistas que provam um Pastel pela primeira vez. Primeiro, olham-no como se fosse a coisa mais exótica do mundo. Talvez por virem carregadinhos de ideias pré-feitas absorvidas nas descrições dos Guias Turísticos. Acontece que descrever aquela pequena maravilha é tarefa praticamente impossível pelo que, quando os ditos aterram sobre a mesa, quentinhos como deve ser, eles ficam uns segundos a olhar para o pires, boquiabertos, e depois uns segundos mais a olhar para o(a) amigo(a) para ver quem dá o primeiro passo. Quando finalmente resolvem experimentar dá-se uma mudança completa na expressão e invariavelmente sorriem e pedem (pelo menos) mais um para cada um. ::: Este artista que aqui vêm, penso que Belga, estava já numa fase posterior, lançadíssimo a caminho da meia dúzia. Note-se a forma como coloca canela descontraidamente sobre a sua próxima vítima: é o domínio. ::: A fase final é aquele momento em que pedem várias dúzias para levar como souvenir aos amigos que os esperam nos seus países distantes. Nós sabemos que não há massa folhada que resista mas essa é uma daquelas informações que não vem nos Guias Turísticos…

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