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SUPERQUALQUERCOISA. Como é meu habito dizer: podemos desenhar em qualquer lado. Há certos locais então, que estão tão cheios de informação que se torna difícil escolher o que desenhar. Este desenho foi feito enquanto o meu filho brincava no parque infantil lá do bairro. Sentado num banco afastado, ao olhar lá para dentro, tive a sensação de que tudo estava a acontecer dentro daquele parque: a tia dondoca que passeava o cãozinho irritante, o revivalismo das sapatilhas All Star, a loucura com as bicicletas que nunca chega a passar de moda, os miúdos que agora decidiram que quatro rodas são rodas a mais e passaram a andar (na maior!) em skates de duas rodas e, num canto lá ao fundo, as brincadeiras sem apetrechos – para mim as mais deliciosas – onde qualquer menino tem o super-poder que lhe apetecer: ora voa, ora respira debaixo de água, ora lança um raio-lazer-super-poderoso que só não magoa o amigo porque este acabou de activar o seu mega-escudo-pretector-à-prova-de-tudo. Não há limites para a imaginação.

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