198.

O Americano. Esta semana vi um filme que me deixou tenso durante as mais de duas horas que durou. A razão é simples: o protagonista fugia de alguém que o perseguia implacável e silenciosamente por um motivo qualquer. Assim mesmo: sobre quem o perseguia apenas sabíamos a nacionalidade e quanto ao motivo apenas deduzíamos a sua gravidade porque… eles queriam mesmo muito matá-lo! ::: Também no desenho, tal como na literatura ou noutra arte qualquer, por vezes é mais importante aquilo que não se vê do que aquilo que se mostra. Este desenho vale por tudo o que nele falta porque crescem questões nos espaços deixados em branco: quem estará dentro no autocarro? Sendo um transporte escolar, serão crianças ou apenas o condutor? Terá o autocarro acabado de chegar de uma longa viagem ou estará prestes a partir? O que estará para lá da esquina? ::: Se soubermos demais, a magia vai-se. Querem ver? Na verdade desenhei-o em frente ao Colégio Moderno, no Campo Grande. Era Sábado e não estava ninguém nem dentro nem fora do autocarro, nem sequer no colégio. O autocarro estava simplesmente ali estacionado, à espera de Segunda-feira. E o desenho só ficou inacabado porque finalmente chegou quem eu esperava. ::: Desiludidos com o final do post? Pois bem, eu também odiei o fim do filme.

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