É infinitamente estúpido, o medo.


Uma das piores consequências do medo que os actos aleatórios de terrorismo que vão acontecendo por estes dias ajudam a espalhar é a discriminação inadvertida onde nos vemos (todos!) mergulhados.

De repente, a cor da pele do passageiro que se senta à nossa frente no avião, a sua forma de vestir, o seu corte de cabelo, o seu sotaque, fazem-nos presumir… coisas. É a generalização, a discriminação, o estereótipo e o racismo no seu pior.

E depois, temos a viagem estragada. Porque pior que os receios que estes pensamentos nos trazem é o nojo de tê-los pensado.

239.


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NINGUÉM LEVA A MAL.

As folhas dos meus cadernos são (muitas!) vezes assaltadas por riscos alheios bem antes de eu próprio abrir o bloco naquelas páginas. São os meus filhos.

Não me importo: nunca me estragaram nada imprescindível e de todas as vezes que o fazem, deixam-me algo impagável.

O meu filho encheu-me esta página de corações-torcidos (uns corações cuja ponta tem a forma de um anzol), a sua mais recente arma no que diz respeito a declarações de amor nos cadernos do pai.

Mas o mais sorrateiro e infalível vilão-gráfico lá do bairro é ao mesmo tempo o menino doce que nos pede para o desfile de Carnaval uma máscara batida de um super-herói cujo nome nem sabe pronunciar.

Desta aparente contradição, surgiu este super-vilão-bonzinho-e-bigodudo que se esconde atrás dos corações-torcidos que andou a roubar pela noite da cidade.

Corações que mais tarde, com toda a calma, tratará de endireitar no conforto do seu covil.

233.


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ROTINA. Se um dos melhores Amigos que tenho nesta vida e o meu Dentista não fossem uma e a mesma pessoa, tenho a certeza absoluta de que volta não volta aconteceria pancadaria da grossa ali para os lados do Saldanha.