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Caras. Esta dupla página foi desenhada na Estação dos Correios de Telheiras e ao olhar para as caras desenhadas consigo lembrar-me perfeitamente das correspondentes reais. Quem conhecer o local, há-de reconhecer a do senhor atrás do balcão (no desenho, imediatamente abaixo do meu número de senha, no canto superior direito). Há pessoas cuja cara, depois de desenhá-la, nunca mais esqueço. Nunca. Aliás, tornam-se tão próximas de mim como parentes relativamente íntimos. Há alguns casos clássicos, como o daquela recepcionista do Hospital CUF Descobertas que já desenhei várias vezes durante as minhas esperas: cada vez que a vejo sinto o impulso de lhe dar dois beijinhos e dizer olá.