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PRAIA DO SALGADO. Fui dos primeiros a chegar, meia hora antes das 9 da manhã. A praia estava deserta, com o fresco da manhã à flor da areia. Jamais esquecerei aquela chegada: depois de quilómetros no meio de hortas verdes e árvores de frutos, uma subida íngreme levou-me ao cimo dum monte suave – uma elevação que bordeja a costa, como a bainha duma saia. Chegado lá acima, o mar inteiro entrou-me pelos olhos. Sereno, muito escuro e silencioso. E eu pensei “é bonito o meu país”. ::: (Esta cabana é este rectângulozinho laranja na praia, próximo do estacionamento)

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Jardim. Este sábado, no Parque das Conchas um casal estava assim. Não tinham filhos nos escorregas, nenhum cãozinho para passear. Estavam assim, só. A cabeça dela no colo dele sentado. Por vezes ela lia, outras ele contava-lhe uma ou outra história breve. O parque é público, a entrada livre e o sol gratuito. Momentos destes custam tão pouco.

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20120926-165125.jpgGRRR! Há momentos em que os meus desenhos se transformam em ilustrações perfeitas para a minha vida. Este é um deles, agora que estou há meia hora à espera que me atendam no Centro de Cópias…

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OLHA O PASSARINHO. Este desenho, tecnicamente tão simples, foi um dos que mais gozo me deu fazer em toda a minha vida. Depois de dar por terminada mais uma aula e enquanto aguardava pelo meu filho, sentei-me no recreio a desenhar. Um aluno meu e um colega do meu filho aproximaram-se e perguntaram-me o que estava eu a desenhar. “Aquela árvore ali” respondi-lhes. Sem me dizerem mais nada, correram para lá os dois e ali ficaram, muito quietos e sorridentes, à espera que eu lhes tirasse o retrato com a minha esferográfica. Aqui está esse instante revelado. Obrigado Gonçalo, obrigado Tomás.