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São Pedro do Sul (20/25). Por trás destas duas páginas esconde-se uma das histórias mais interessantes que guardo destes dias: naquela manhã dedicava-me ao desenho de Caras. Depois de desenhar umas quantas, ao arrumar as minhas coisas, senti um senhor aproximar-se. Duma forma muito educada disse-me “eu peço desculpa mas vi-o a trabalhar e reparei que o senhor desenhou a minha sogra. Não se importa que eu veja?”. Numa breve conversa, tive todo o gosto em mostrar-lhe o desenho e responder às suas perguntas. Falei-lhe do meu blogue e aproveitei para perguntar o nome “da senhora sua sogra”. Há uns meses atrás fui merecidamente troçado por ter utilizado aquela expressão quando o próprio me contactou, através de um comentário ao post 94. ::: Meu caro Joaquim Simões, apresento-lhe as minhas desculpas pela demora. Tal como prometido, aqui está (finalmente!) a Senhora Dona Maria de Jesus Rodrigues no ligeiramentecanhoto. Um abraço.

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São Pedro do Sul (19/25). À direita: Outro desenho feito na Sala de Repouso. Acabei por terminá-lo antes do tempo porque a senhora do meio reparou que estava a ser desenhada e, não só deixou de se comportar de uma forma “natural” como tratou de dizê-lo à amiga do lado. Quando as pessoas sabem que estão a ser desenhadas acontece o mesmo fenómeno que se dá quando sabem estar a ser filmadas: ficam imediatamente tensas de tão preocupadas em “ficar bonitas”. É um incómodo para quem desenha. ::: À esquerda: um brinquedo oferecido ao meu filho por uma senhora amiga, também hóspede do Hotel.