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São Pedro do Sul (24/25). Há uns dias, numa entrevista dada a Daniel Oliveira para o programa Alta Definição, o jornalista Júlio Magalhães disse uma coisa com a qual concordo em absoluto (disse várias, mas as outras não vêm a propósito) e na qual me revejo embora sem grande orgulho. É lamentável como, nós portugueses, conhecemos tão mal o nosso país. Quando acontece irmos (ou termos que ir) a um sítio como Vouzela, falamos como o Júlio disse: “eh pá, não imaginas, fui a um sítio fantástico. Nem sabia onde aquilo ficava mas não calculas como aquilo é bonito!”. Ele referia-se aos lisboetas em concreto, que “não saem de Lisboa senão para ir ao Algarve” e eu generalizaria a coisa muito para lá de Lisboa mas também não é isso que está em causa… Vouzela fica a dois passos de São Pedro do Sul e quem passar por perto tem que parar e caminhar por aquelas ruas. Este desenho foi feito numa esplanada num largo, a meio dum desses passeios e de um Pastel de Vouzela que, por si só, é motivo mais que suficiente para a paragem!

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São Pedro do Sul (17/25). Cerca de um quinto dos desenhos desta série, fi-los sentado nesta esplanada. Numa dessas vezes, o rapaz do café dirigiu-se a mim e, duma forma muito simpática, comentou os meus desenhos. Confessou que gostava de ter um “retrato aqui do Quiosque” e eu disse-lhe que ia tentar fazê-lo antes de me ir embora. Perguntou-me quanto poderia isso custar-lhe e eu respondi qualquer coisa como: “podem ser estas imperiais e estes tremoços”. Ambos cumprimos o combinado. Mais tarde, conforme prometido, enviei-lho por e-mail e com resolução suficiente para que fosse impresso e exposto numa das paredes do café. Talvez já por lá esteja.

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São Pedro do Sul (14/25). Do lado esquerdo, mais um termalista na Sala de Repouso. ::: Do lado direito, os pratos da família em exposição na parede de pedra que ficava mesmo ao lado da nossa mesa.