71.


Em baixo: a silhueta (deitada) do edifício principal da ESELX – hoje, todas as faculdades e institutos têm siglas que ditas em voz alta simulam um espirro – desenhada enquanto esperava pela minha mulher. Para pintar, utilizei lápis de cera oferecidos ao meu filho num restaurante qualquer; Um táxi Mercedes (claro!); Um candeeiro de rua; Um arco e ainda, espalhados, pedaços de retratos inacabados. Em cima: a reprodução do individual do Sushi Café nas Amoreiras (aconselho vivamente o Chirachi); uma lista de afazeres profissionais e uma citação do grande Sapo Cocas. Durante a sequência inicial do filme “As Aventuras dos Marretas” (The Muppet Movie), logo após o próprio Cocas cantar uma das mais bonitas canções da história de Hollywood – nomeada para um Óscar em 1979 – surge um Agente perdido no pântano que, antevendo ganhar bom dinheiro explorando um sapo talentoso, tenta convencê-lo a entrar no mundo do cinema argumentando muitas festas, dinheiro, glória e glamour. Nada disso impressiona o sapo do banjo que se recusa a sair do pântano onde é feliz. Mas uma das últimas frases proferidas pelo Agente (que sai de cena, assustado com um crocodilo) faz brilhar os seus olhos de sapo sonhador, e não mais lhe sai da cabeça: a possibilidade de fazer “milhões de pessoas felizes”. E então parte em busca desse sonho (choro sempre nesta parte). A aventura em que se transforma essa viagem, é a história do próprio filme. Pelo caminho, Cocas conhece todos os outros Marretas, que a ele se juntam para no fim o ajudarem a realizar o seu sonho comum. Realizá-lo de verdade, ou não nos fizessem a todos ainda hoje tão felizes cada vez que os vemos. Deixo-vos aqui a tal canção, para ouvir bem alto, mas vale a pena ver tudo. Maravilhoso!

51.


Mai2010. Do lado esquerdo: várias personagens reais que fazem parte da novela – também ela real – que é a minha aldeia. Aqui estavam reunidos num convívio qualquer, um dos milhares de convívios que constituem aquela realidade. Perdido lá no meio, estou eu numa espécie de auto-retrato desenhado ao espelho. Do lado direito: este Forte, desenhado a partir da primeira esplanada à esquerda (no mapa). Em frente à barra do Tejo, depois duma reunião particularmente difícil, com uma Água das Pedras ao lado e o mar à minha frente. Mais uma das muitas vantagens de morar em Lisboa. (translate.google.com.br) On the left side: several real characters that are part of the novel – also real – that is my village. Here they were gathered in a meeting, one of the thousands of meetings that make that reality. Lost in the middle, there I am in a kind of self-portrait drawn at the mirror. On the right: this Fort, drawn from the first terrace on the left (on the map). In front of the Tagus estuary, after a particularly difficult meeting, with a Água das Pedras beside and the sea in front of me. One of the many advantages of living in Lisbon.